Então eu pensei em não responder àquela afronta. Mas cheguei à conclusão de eu não sou tão humilde assim. :) Então eu disse tanta, mas tanta coisa. Que ainda agora reli, sorri e pensei: “Idiota! Você podia ter resumido isso em uma ou duas linhas.” Estilo: “Uma dose de realidade, seria fantástico. Você sequer imagina em que posição da minha vida, você se encontra.”. Com delongas ou não, o fato é que uma pessoa só acha que pode dizer e/ou fazer qualquer coisa com a gente, se a gente permitir. As pessoas são como são. Você é como é! E quem é você, mesmo? rs O que você tem na vida? QUEM você tem na vida? Quais pessoas você conquistou, mostrando o que é? Crueldades ou não, à parte... Se eu tenho asco de você... (Seja porque você é uma grandíssima vagabunda que se sujeita à qualquer tipinho pra aquém de mediano só para suprir o seu deturpado édipo, ou por você sempre tentar roubar o brilho dos outros porque possuí a incapacidade de brilhar por si e só, ou ainda, por você rastejar por migalhas de quem sequer lembra-se da sua existência) a atitude mais sensata é rezar por você e dar de ombros. Porque do contrário, o problema e o desvio de capacidade cognitiva seriam inteiramente meus. Cada um com o que lhe corresponde. Se permitimos que o que de mais imundo e mediano do universo, se aproxime de nós, se a gente oferece a isso, o nosso precioso tempo, quem desperdiça energia com a irritação inevitável e subsequente que isso nos trará, somos nós. Em suma: Viva! Ou ao menos, tente. Mas bem longe de mim. Felizmente a vida está aí pra isso... Para nos ensinar a ser melhores. Se você ainda não consegue, não tem problema. Amanhã é sempre um novo dia. E... quem sabe o que ele nos reserva? É mesmo um fardo evoluir primeiro. E só mais uma coisa? Porque eu tenho certeza que você vai ler isso... rs Perde mais seu tempo, não?! Quando a gente tá bem, nenhum mal nos atinge e nenhuma maledicência nos corrói. Você e sua grandiosa animosidade inferior e digna de pena, não me atingem. Nem nunca me atingirá. Eu sou tão melhor que isso. E você também sabe disso, certo? :)
Luz pra você. E que Deus te guie sempre pelo caminho do bem. E dê a você, as mesmas chances que deu a mim. De ter na vida, pessoas boas e caminhos de muito amor e muita paz. Ou ainda, go fuck yourself! Talvez você goste. E talvez você esteja REALMENTE precisando.
Então acabou. Aqueles dois nunca mais se viram nunca mais se tocaram e nunca mais foram os mesmos. Ela com certeza, não foi. Não é tão difícil quando parece porque os dias têm passado rápido. Talvez Deus, na sua mais profunda sabedoria e compaixão, sopre os dias, como o vento sopra o rosto dela, todas as manhãs. Mas ainda assim é doloroso... E apesar de os dias passarem, o ainda sentimento fica. É engraçado recordar que um dia, lá atrás, ele e ela já foram uma coisa só: eles. Hoje, são pedaços do ontem mal curado, do amanhã que não pôde durar e do hoje que não soube ficar. Como duas metades, quebradas, que alguém se esqueceu de colar. Mas então será verdade, que o passado passa? Se sim, eles também passarão. Passaram. Passarinhos. E mais uma vez, são assim: ele e ela. Para ele, ela virou mais uma de suas perdas. Daquelas irremediáveis. Para ela, ele virou mais uma das suas estórias. Dessas que ela contará para poucos ouvintes. Um desses contos proibidos e amaldiçoados. Que só de lembrar, dana a doer. E do alto de uma montanha puderam ouvir o choro dela. E todo o céu se pôs a chorar também. Resignados, todos os deuses a concederam um pedido. Sem revoltas ou rancor. A menina só desejou que ele encontrasse o seu caminho, que ele encontrasse a si mesmo. Ela sabia que demoraria. E sabia que não estaria mais ali. “Que se há de fazer?” – suspirou. Ela não fazia a menor ideia de como esperar ele a querer. Porque se ela esperasse mais, seria ela, a não o querer. Era mesmo um fardo, evoluir primeiro. Mas ela era forte. E muito decidida também. Sentiu a brisa lavar a sua alma de toda a dor e fortificou-se. É triste saber que falta alguma coisa e não se pode substituir, esquecer ou implorar. Porque se pudesse... Ela certamente faria. Mas amor, vocês sabem... Amor não se pede, não implora. Amor se dá ou não. E ele não deu. Ele nunca deu. Enxugou as lágrimas, respirou fundo como quem guardava o segredo mais profano e sagrado do seu coração, dentro de um baú. Trancou o cadeado e jogou a chave fora. E sorriu. Sim, ela sorriu. Porque se reconhecia guerreira. E de batalhas, meu caro, ela já não morria mais. Tampouco desanimava. E seguiu. Em frente. Como sempre fez. E como continuará fazendo para o resto da sua vida.
Então foi ontem... Vinte e três anos. Vinte e três mil motivos pra agradecer. Por tudo. Pela mãe sempre tão doce, pelo pai sempre tão forte, pela irmã sempre determinada. Pelos amigos. Da Bahia, da Paraíba, de São Paulo. Pelo homem que me ama mais do que tudo nesse mundo. Agradecer por todo o amor que todos eles me dedicam, cada um a seu modo e com a sua singularidade. Sorte é conviver com seres que nos fazem felizes! E eu tenho sorte demais nessa vida, meu Deus!
Acordei chorando ontem! Uma cesta linda de café da manhã e na cama, trazida pelo homem mais doce de todo o universo. Flores da minha mãe. A ligação da Tâmara, a irmã que a vida me deu de presente. E a ligação de mais um monte de gente que insistiu em me acordar cedo, "só" pra me lembrar do quanto sou amada. Vê se pode! Coisa mais linda...
Senti o abraço daqueles que não puderam estar ao meu lado. Daqueles que já se foram. E do meu pai espiritual, protetor, zelador - que eu amo de paixão, Aimoré.
Acho que o que a gente leva dessa vida, é o amor. O amor que a gente deu, o amor que a gente ganhou. É só isso que importa. Tem coisa mais importante não... É! :) E entre tantas mensagens de carinho, compartilho aqui e com vocês, algumas.
E o recadinho do meu Pai? Esse danado sempre esquece o aniversário de todo mundo... Mas nunquinha, esquece de dizer o quanto ama a sua caçulinha e o quanto ela faz falta. :')
Sorte é poder conviver com seres que nos fazem felizes. E eu tenho muita sorte! Pela família, pelos amigos, pelo carinho que vocês têm sempre comigo, Deus, muito obrigada. Acho que o melhor presente de todo o universo é meu... Que a vida continue me trazendo sorte, que o tempo continue me ensinando calma... AMÉM! =)
Eu menti quando disse que não era mais aquela menina que você seduzia, só para satisfazer a seu ego imensamente medíocre e egoísta. Se você pudesse ouvir a marcha que o meu coração toca, ao te ver, você faria deboche, do quão vulnerável, eu sou diante de você.
Eu menti quando disse que não me importava se você sumiria por um ano ou pro resto da vida. Se você pudesse ver por um momento, como eu ficava a tua espera, você nem acreditaria. A cada vez que o meu telefone tocava ou surgia um novo email, eu pensava: “Só pode ser ele.” E não, você não pode vislumbrar a minha cara de decepção, quando a voz do outro lado não era a sua, e as inúmeras linhas que eu lia, eram apenas mais um trabalho da universidade.
Eu menti quando disse que não precisava de você. Por mais feliz que eu pudesse parecer, por mais tranquila que eu estivesse, eu era sempre metade. Uma metade em busca de você. Era você que eu procurava, quando gargalhava alto, ou quando passava carmim nos lábios ou pintava as unhas (agora grandes) de vermelho scarlett. Eu festejava, porque era preciso festejar, e eu dançava porque é preciso dançar também. Mas a solidão, essa nunquinha me deixava, já que ela estava cansada de se ludibriar.
Tantas vezes eu fingi indiferença, mas foi só para fazer tipo. Confesso que, até as pequenas coisas, mexeram muito comigo. E por todo esse tempo que estivemos distantes, eu trabalhei cada olhar, cada timbre, cada gesto, para que você não pensasse, nem por um só momento, que eu estava à mercê dos teus caprichos mais uma vez. Você notou?
Pra ser sincera, às vezes – mas só às vezes – eu também sinto um pouco de saudade. Nesses momentos, eu me sinto capaz de escutar o seu riso, desengonçado, gostoso, me chamando pro aconchego. Também tem o seu cheiro, que senti hoje pela manhã, quando caminhava voltando da padaria. Mas daí eu percebo que todas essas coisas, ecoam lá no fundo da minha memória. Já tão congestionada, de guardar lembranças tuas. Boas e más.
E então eu vejo – não sem antes lutar contra mim mesma umas dez vezes – os dias em que ríamos juntos. Sem motivos. Como se não houvesse no mundo, ninguém... além de nós. Lembra que o nosso plano, era vencer a distância, morar no interior e criar nossos filhos? Pergunto-me se você também se pergunta aonde foi parar a nossa coragem e todo aquele amor.
A gente se perdeu nesses caminhos tortuosos da vida. Nessas estradas escorregadias, que ninguém tem garantia de coisa alguma. O pra sempre é muito tempo. E sim. Nós já devíamos saber que não éramos super-heróis para sermos os únicos a vencer isso.
Assim como eu também deveria saber que esse papo de ser forte e seguir em frente muito-bem-obrigada-sem-você, era pura hipocrisia mundana de quem não quer dar o braço a torcer. Vê: Repara nesse meu sorriso murcho, nesse meu olhar de anjo que perdeu as asas e não aprendeu ainda a caminhar. Nota o meu cansaço. De carregar o resto de mim que sobrou do tudo que entreguei a você. Enxerga os meus ombros, já tão caídos do sobrepeso desse amor desperdiçado.
Então eu cedo. Fadigada de tanto negar. Eu confesso. Que te amo sem tamanho e sem limite. Mas escuta: Isso não significa ceder ou perdoar. É que eu preciso tocar a vida sem levar nada teu, nem as farsas, nem as promessas, tampouco os desejos. Eu quero é viver a vida, ainda que pareça clichê.
E se é mesmo pra começar a contar verdades, confesso que, essa foi a última mentira que contei pra você.
*
*
Tenho pensado no que um velho sábio me disse: “- Procure a sua verdade. Pague o preço. E você encontrará a paz que tanto procura”. Queria ter perguntado: “- De qual forma?”, mas preferi silenciar. Lembrei-me de como era bom, ser a Stephanie de três anos atrás. E pensei em como seria maravilhoso, se os sentimentos que habitam nossa alma, terminassem no exato momento em que determinamos. (Suspiros). Mas não! A impressão que eu tenho, é que nunca vai sarar. Que só de esbarrar, sangra. É como se a ferida, não tivesse tido forças o suficiente para se tornar cicatriz, para formar uma casca protetora. Hoje, sinto o gosto amargo dessas lágrimas, mas não as impeço. Há tão pouco para se fazer, que eu me proíbo. São tantas as palavras, mas eu renuncio. E eu sinto tanto. E é triste. Que exista tanta vida para se viver, e eu prefira empurrar com a barriga. Que existe tanta gente boa nesse mundo, e ainda assim, eu prefira a solidão. Acho que se eu pudesse voltar atrás, e me impedir de perder o que de mais bonito eu possuía, eu faria. Eu me tornei tão áspera, tão rígida, comigo mesma e com os outros, que às vezes, nem a minha própria subjetividade suporta. E eu me entristeço. E talvez, o sábio tenha razão. Talvez, eu só precise entender a razão pela qual estou vivendo. Eu só precise pagar o preço. Mesmo que eu caia, mesmo que eu me arrependa, mesmo que eu sofra. Só que hoje não... Então eu sigo assim: Com esse vazio sustenido. Encorpada na falta... de quem não soube me ter. De quem eu desisti de querer.
*
*
"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semi ventos, meias verdades e muita insensatez."
Se eles se encontrassem assim por dizer, hoje, ela certamente olharia por dentro daqueles olhos castanhos, e num só suspiro diria que, ele não deve nada a ela. Simplesmente porque amor verdadeiro e puro como aquele que ela sentia desde pequena, não compreendem dívidas, mágoas perpétuas ou arrependimentos. Então ela pediria que ele não se arrependesse. Dela, do que eles foram e de tudo que viveram da maneira mais infiel e quente, que poderiam viver. Pediria com toda a humildade que abriga no peito, que ele a guardasse, na memória, mais do que nas fotos que possivelmente ainda habitavam a caixa de email. Que ele findasse a sensação de que poderia tê-la aproveitado mais, a amado mais. Que até o último dia da sua existência terrena, ele espalhasse cautelosamente a história deles. Para poucos. Como se essa história tivesse sido a mais bela história de amor da vida dele. E que parte dele acreditasse que ela fatidicamente foi. Não só a mais bela história de amor da vida dele, mas de todos os tempos.
E não tem jeito! A vida é cheia de tentáculos e tentação. A gente se esforça pra se achar, pra trilhar o caminho certo, e acaba assim... Saindo pela tangente, fugindo do coração. Sei não, mas acho que dentro da gente, há sempre aquela porção que clama por racionalismo e bom senso, que nos dita a conduta correta (para que não firamos nem a nós mesmos tampouco o nosso brio), que nos avisa do perigo. É que às vezes, na maioria das vezes, é mais legal nem ouvir. Esse texto tem início, mas nunca, nunquinha, que terá fim. É tanta coisa que a gente guarda dentro da gente, tanta coisa que a gente abre mão de viver, tanta coisa que a gente prefere esquecer que sente. Se eu pudesse dar um conselho seria: Não deixe que ninguém seja leviano (a) com os seus sentimentos. Às vezes, a nossa vontade de viver algo incrível é tão grande, que se engana, se mente, se ilude. Atribui a responsabilidade de uma história incrível, ao primeiro imbecil que aparece. Às vezes nossa hora ideal, faz com que pessoas erradas pareçam ideais também. Às vezes a gente se permite viver algo tão menor do que realmente merecemos, por pura e simplesmente baixa estima. E daí nos abrimos, para o que de pior existe no universo. Não se permita ser a pessoa certa, na hora errada de ninguém. Ou ainda: Não seja leviano (a) com o coração dos outros. Não engane, não dê falsas esperanças, não faça com o outro o que não gostaria que fosse feito com você. E não importa o quão vulnerável ou carente você esteja. Seja honesto, seja sincero. E coisas boas virão ao seu encontro. Coisa simples, coisa de avó, coisa de mãe, coisa de quem tem um coração.
Sabe, menino, confesso que fiquei surpresa com a tua reaparição. (Confesso também que o meu coração disparou quando olhei nos teus olhos, e enxerguei mais uma vez, o homem que roubou tantos anos da minha vida). Andei pensando... Não tem muito sentido você admitir agora, que fez besteira. Você faz isso desde o dia em que eu te conheci, cortando o sol, apressado com teu sorriso ensandecedor e tua postura ousada de algoz. (Não sei se eu já tive oportunidade de te dizer, mas desde a primeira vez que te vi, mesmo eu afirmando que não, eu havia me apaixonado por esses teus olhos castanhos e essa boca que…) Mas você faz tudo errado. E eu, o que eu faço com tantos pedidos de desculpas? Eles não levam a nada, se você quer saber. Essa coisa de ferida e cicatriz é tudo verdade. Como é mesmo que dizem? A ferida uma hora se fecha, mas a cicatriz é a lembrança eterna da dor. Erros podem até ter perdão, menino, mas eles nunca têm realmente conserto. Além disso, é tarde, sabe?
Quando eu era criança, costumava brincar com as ferramentas do meu pai, dizendo-me uma cientista inteligente que iria fazer robôs com latas de leite ninho. Olho essas chaves e pregos e martelos e coisas que até hoje não aprendi o nome, e… Se eu pudesse, menino, te deitaria naquela mesa da área de serviço, e passaria um dia inteiro com essas ferramentas nas mãos, consertando os teus defeitos. Desenroscaria teus vícios, acertaria tuas manias, bateria um prego em teus medos e poliria o teu coração… tudo ficaria em seu devido lugar. Seria um dia árduo de trabalho, talvez até dois. Depois, me dedicaria a escavar os teus erros, saboreando a lentidão em que eles seriam transformados em pó, totalmente inofensivos. Então eu abriria a janela do meu quarto e os sopraria para bem longe, com um alívio que eu nunca conseguiria descrever nem na minha melhor inspiração. Mas tudo ainda faz parte da minha ficção infantil. Além disso, é tarde, vê?
Escuta, menino, eu sempre te amei acima de todas as tuas falhas. A culpa não é minha e, no fundo, sei que você entende. Eu tive esperança de um dia poder ajustar esse teu jeito desarrumado à minha vida. Mas eu devia saber que você não é uma lata de alumínio pronta pra ser moldado ao meu querer. (Ainda que eu só tenha desejado o melhor …) Essa conversa de sentir falta, menino, tudo isso ainda mexe comigo. Eu não gosto de confessar, mas por aqui tem se passado a mesma coisa. Só que agora não adianta insistir. Eu te falei tantas vezes, lembra? Que só brincar de amor não sustenta o tempo. Que é preciso levar a sério quando se quer durar. Chega uma hora que a gente precisa aprender a ser pro outro, compreende agora? Mas não, agora não adianta. Escuta, é tarde.
Por isso vai, menino. Que eu continuo sendo mais um dos teus vários amores. Desses que duram um gole de cerveja ou um samba no pé e depois viram pó. Volta a tocar tua vida com teu sorriso bandido e todas as tuas besteiras. Um dia se eu ver novamente, os teus olhos castanhos brilhando pra/por mim, em um gingado diferente, é sinal que tu achou o teu próprio conserto. Aí quem sabe, menino, se a gente se encontrar num desses becos sem saída… a gente descubra que só há uma saída pra nós dois.
Adaptação do Texto "O que tu não sabe, morena", por Sâmia Louise.
— E o que a gente vira quando vai embora de alguém?
— Uns viram pó. Outros caem igual estrela do céu. Outro só viram a esquina… E têm aqueles que nunca vão embora.
— Não? E eles ficam onde, Senhor?
— Na lembrança.
*
Diz o mestre: ''A encruzilhada é um lugar sagrado. Ali o peregrino tem que tomar uma decisão. Por isso os deuses costumam dormir nas encruzilhadas. Onde as estradas se cruzam, se concentram duas grandes energias -- o caminho que será escolhido e o caminho que será abandonado. Ambos se transformam em um caminho só -- mas apenas por um pequeno período de tempo. O peregrino pode descansar, dormir um pouco, até mesmo consultar os deuses que habitam as encruzilhadas. Mas ninguém pode ficar ali pra sempre: uma vez feita a escolha, é preciso seguir adiante, sem pensar no caminho que deixou de percorrer. Ou a encruzilhada se transforma em maldição''.
♪♫ This is not my surrender
I'm not running for cover
I'm right here, I know you see me
But your words no longer deceive me
In the night
When you're lonely, you'll remember how much you miss me
So you call, but I swear
You can try a million times, you'll get the same answer
All I have to say is you don't deserve me, you don't deserve me
Às vezes eu sinto falta do que eu ainda não vivi, mas irei. Tem gente que sente saudade do passado que viveu ou não pôde viver (e confesso que por muito tempo também estive imersa naquilo que se foi e não pode voltar; só que não mais), mas eu tenho sentido falta é do futuro. Do futuro que em tantas esferas reconheço distante, mas é meu, sabe? Eu tenho saudade das coisas incríveis que lá na frente eu viverei, mesmo que ainda não. Tem gente que só vive do presente, por achar o futuro incerto demais para planos. Mas eu nem acho. Eu sei que quando você batalha duro por aquilo que quer e sai em busca de tudo por quanto acredita, costuma dar certo (ainda que demore). E eu nem estou falando de relacionamentos ou de amor... Estou falando é de referencial, objetivos, metas. Acreditar que o futuro será incrível, não é sonho ou só esperança, eu acho que é caminho, referencial, foco. Direção sabe? É colocar o seu coração e depositar a sua fé, no caminho mais bonito. E acima de tudo... é FÉ! Fé de que existe uma divindade tão maior do que nós, um plano mais elevado, um destino que é muito maior que a gente (e que apesar de escrito, às vezes, pode ser modificado), que a gente não controla e que por isso mesmo, pode ser tão maior do que a nossa subjetividade humana pode suportar. Eu tenho fé. Na vida, em Deus, nos espíritos amigos, nos guias espirituais, nos santos, nos orixás, nos astros, nos anjos, nas pessoas, na força do universo, nas voltas que a vida dá, no tempo, no planeta, no amanhã. Eu tenho fé em mim! E é por isso que eu escolho que a minha vida será incrível, porque ela já é... mesmo que ainda não. E porque eu aprendi que Deus nos dá infinitas possibilidades de recomeço e que todos os dias nós temos a chance de ser novos e de fazer diferente. De escolher diferente. De perdoar. De amar e ser imensuravelmente maior e melhor do que já é. E se ontem eu escolhi azedar a alma com rancor, é porque eu desprezei todos os sinais que a vida me deu, de que, se o sol brilha quase todos os dias, é mesmo para nos dar a energia suficiente para superar tudo quanto precisamos, e seguir em frente. Você quer correr, mas a vida está passeando. E é assim que Deus faz as coisas.
É aceitar a vida bem do jeitinho que ela é e viver um dia de cada vez.
"Porque eu tenho certeza que Deus nos deu o sopro da vida para que vivêssemos felizes.
Engraçado como algumas coisas se tornam permanentes em nossas vidas, sem que ao menos a gente perceba. Hoje me fizeram lembrar você... Perguntaram-me se tenho sabido de você e se ainda nos víamos. Sorri e respondi que, não, pras duas perguntas! Se fosse em outros tempos, eu teria difamado você (e teria certamente perdido o resto do dia, remoendo cada canalhice sua)... Só que hoje não. E acho que eu sei exatamente o que isso quer dizer... Quando desperdiçamos energia com algo, é porque nós nos importamos, sabe? E eu não me importo... mais! Te amei por anos, te odiei por meses... Só que hoje não! Quando alguém nos machuca, temos tantas opções... Podemos lamentar e achar o mundo injusto e desgraçado; ou podemos acreditar que, até o “nunca” e o “pra sempre” se deslocam... E que a cada minuto, múltiplas possibilidades de recomeço passam por nós, sem que a gente nem mesmo perceba. E eu decidi acreditar... Acreditar que o universo trabalha sempre ao nosso favor e que Ele, lá de cima, na sua mais imensurável sabedoria e benevolência, destina o melhor pra nós. Porque o nosso tempo é diferente do tempo de Deus. E quando a gente aceita isso, tudo fica menos doído. E no fundo? Não vale mesmo a pena... E não faz sentido algum. Amar você foi o pior engano e odiá-lo foi a maior estupidez, que me dei ao trabalho de cometer. Eu não gosto da versão de mim que surgiu dessa merda toda. Eu não sou nem nunca fui, vingativa, amarga, maquiavélica. Eu não sou nem nunca fui uma pessoa infeliz... Desse tipo que só consegue esboçar sorrisos diante da desgraça alheia. Eu sou tão maior que toda essa sujeira. E é por isso que hoje, eu escolhi que não! Que não vou mais cutucar as feridas tão antigas e entreabertas do meu peito. Não vou mais prorrogar a decisão de te esquecer por completo. Que não vou mais adiar a despedida de todas as suas lembranças que permaneceram em mim, mesmo depois de tantos desenganos. Eu não sei ao certo há quanto tempo, eu só sei que faz muito tempo; e que lá atrás eu decidi te esquecer. E essa foi a decisão mais coesa que pude tomar em toda a vida. Queria poder dizer de peito aberto que eu te desejo o melhor e que todas aquelas coisas que você me falou, não fazem mais barulho dentro de mim. Só que ainda não. Pedi ao tempo, a solução. Ele sorriu e pediu que eu o deixasse passar. E eu o deixarei... Porque eu sei... Só eu sei... E a verdade é que você não precisava ter sabido. Mas eu tentei. Eu sei que tentei. E sabe do que mais? Deus é O cara! E tem sempre razão no que faz. Ele sempre tem. E um dia você vai... Eu sei que um dia você vai enxergar e também vai aprender. Só que aí, eu não vou estar mais aqui.
Sometimes it isn't always an empty hope. Sometimes, it's a certain that comes little by little, in her own time. / A espera nem sempre é uma esperança vazia. Às vezes, ela é uma certeza que vem aos pouquinhos e bem no tempo dela.